terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Agenda semanal da Paróquia de Umarizal


Ø  Dia 30 de Janeiro de 2018, terça-feira.
19h, Terço das mulheres na igreja matriz.

Ø  Dia 31 de Janeiro de 2018, quarta-feira
19h, Terço dos Homens da igreja Matriz, na ocasião será realizado o terço das famílias.

Ø  Dia 01 de Fevereiro de 2018, quinta-feira.
19h, Missa na capela de São José no Bairro São José.
20h, reunião com a equipe de liturgia no salão paroquial.

Ø  Dia 02 de fevereiro de 2018, sexta-feira.
07h Missa Sagrado Coração Jesus na matriz em Umarizal.
09h-11h Visita aos enfermos na cidade em Umarizal.
17h Missa do Sagrado Coração de Jesus em Olho d`agua do Borges.
19h Missa na comunidade Cardosos.

Ø  Dia 03 de fevereiro de 2018, sábado
08h, atendimento na secretária paroquial.
17h, reunião com novos MESC
!9h, missa na igreja de Nossa Senhora da Conceição em Olho d`agua do Borges

Ø  Dia 04 de fevereiro de 2018 5º Domingo do Tempo Comum.
07h, Missa na igreja matriz em Umarizal.
17h, Missa Sagrado Coração de Jesus, na comunidade de Murici
19h Missa na igreja matriz em Umarizal.

Fonte: http://paroquiadeumarizal.blogspot.com.br/2018/01/agenda-semanal-da-paroquia-de-umarizal.html

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Coisas que você não deve fazer na Missa e talvez não saiba

Pequenos detalhes que fazem a diferença e unem a Igreja


  1. Não chegar atrasado. Lembre-se de que Deus está esperando você para enchê-lo com o seu amor, dar o seu perdão e um abraço, falar ao seu ouvido, e dizer o que o você precisa ouvir. Ele separou um lugar na mesa para você. Não o deixe esperando;
  2. Não usar roupas provocantes. Não use vestuário que possa chamar a atenção ou provocar (decote, minissaia e shorts);
  3. Não entre na igreja sem saudar o Senhor. Ao chegar, faça o sinal da cruz. Ele está lá, feliz por ver você. Agradeça-o, pois ele o convidou;
  4. Não tenha preguiça de fazer a reverência ou a genuflexão. Se você passar em frente ao altar, que representa Cristo, faça a reverência. Se passar pelo Sacrário, onde está Cristo, faça a genuflexão (tocar o chão com o joelho);
  5. Não masque chiclete nem coma ou beba. Só é permitida água e em caso de necessidade e por questão de saúde;
  6. Não cruze as pernas. O ato de cruzar as pernas é considerado pouco respeitoso. O seu corpo deve expressar a sua devoção;
  7. A mesma pessoa não deve fazer a Leitura e o Salmo. Se você vir um só leitor ou leitora, ofereça-se para ler, pois as Leituras e o Salmo devem ser proclamados por leitores diferentes (dois no meio da semana e três aos domingos ou dias festivos, quando há a Segunda Leitura);
  8. Não adicione frases quando for fazer as Leituras e o Salmo. Não leia as letrinhas vermelhas nem diga: “Primeira Leitura” ou “Salmo Responsorial”;
  9. Nunca recite o Aleluia antecipadamente. Não se adiante para dizer “Aleluia, Aleluia”. Espere alguns segundos, pois, certamente, alguém o cantará. Se nem o padre nem ninguém cantar, omita-o, mas nunca o recite;
  10. Não faça o sinal da cruz na proclamação do Evangelho. Você só deve fazer três cruzes pequenas: uma na fronte, outra nos lábios e a última no peito;
  11. Não responda no plural quando Credo é feito em forma de perguntas. Quem preside a Missa pode perguntar: “Creem em Deus Pai Todo Poderoso?” Neste caso, não responda “sim, cremos”, pois a fé é pessoal. Responda: “sim, creio”.
  12. Não recolha a oferta durante a Oração Universal. A oferta deve ser recolhida durante a apresentação dos dons, quando todos estão sentados e o padre agradece a Deus pelo pão e o vinho e purifica as mãos;
  13. Não se levante durante a apresentação dos dons. Às vezes, alguém se levanta e, por impulso, outros também ficam de pé. Talvez, ao ver o padre levantar o cálice e a hóstia, as pessoas pensam que já é a Consagração. Mas não é;
  14. Não se ajoelhe logo depois do “Santo”. É preciso esperar que o padre peça que o Espírito Santo transforme o pão e o vinho em Corpo e Sangue de Cristo. É neste momento que se deve ajoelhar-se (se houver sino, ajoelhe-se quando ele soar);
  15. Não ficar sentado durante a Consagração. Se você não consegue se ajoelhar, fique de pé, mas nunca se sente, a menos que seja por alguma doença. É falta de respeito com Cristo, que se faz presente no altar;
  16. Não dizer nada em voz alta durante a Consagração. Tem gente que, durante a Consagração, diz em voz alta: “Meu Senhor, Meu Deus”. Mas isso distrai quem está fazendo uma oração pessoal em silêncio;
  17. Não diga em voz alta: “Por Cristo, com Cristo, em Cristo…”. Só quem deve dizer isso é quem preside a Missa;
  18. Não saia do seu lugar para ir dar a Paz. Você só deve cumprimentar quem está perto de você, não outras pessoas, em outros bancos. Tampouco deve aproveitar para ir felicitar alguém ou dar pêsames;
  19. Se você não estiver preparado, não comungue. Você deve ter guardado o jejum eucarístico (não ter comido nem bebido nada uma hora antes de comungar) e não ter pecado grave;
  20. Não fazer somente uma fila de Comunhão (a do padre). Jesus está presente na Hóstia Consagrada, não importa se é a hóstia segurada pelo padre ou por um Ministro Extraordinário da Eucaristia, que é uma pessoa preparada e autorizada pela Igreja para distribuir a Comunhão na Missa e levá-la aos idosos e enfermos;
  21. Depois de comungar, não converse com os outros. Volte ao seu lugar e fale com o Senhor. Se você não comungou, faça uma comunhão espiritual e converse com Ele;
  22. Quando terminar a distribuição da Comunhão, não continuar cantando. O canto da Comunhão deve terminar quando a última pessoa receber a hóstia, para que haja um silêncio sagrado, em que cada pessoa entra em diálogo com Deus;
  23. Desligue o celular. Não fique mandando mensagens ou falando ao celular durante a Missa, pois isso distrai você e os outros. Dedique sua atenção ao Senhor, que está dedicando a atenção Dele a você;
  24. Não perca as crianças de vista. Ensine-as a aproveitar a casa do Pai e a se comportar na Missa;
  25. Não saia antes que a Missa termine. Não perca a bênção fina, através da qual o padre o envia ao mundo para dar testemunho em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Saia da Igreja com um propósito novo, que tenha sido inspirado no Senhor, para edificar o mundo, seu Reino de amor.

Artigo originalmente publicado por Desde la fe, traduzido e adaptado ao português por Aleteia.
Fonte do texto: https://pt.aleteia.org/2018/01/16/coisas-que-voce-nao-deve-fazer-na-missa-e-talvez-nao-saiba/
Fonte da Imagem: http://3.bp.blogspot.com/-plM4Tn9QFNc/Vq7Ne-CqnAI/AAAAAAAAAAo/ZdcBCCfE3tM/w1200-h630-p-k-no-nu/prayer.JPG

quarta-feira, 29 de março de 2017

Programação da Semana Santa na Paroquia de Umarizal-RN




A Semana Santa é tempo de misericórdia do Pai, da ternura do Filho e do amor do Espírito Santo. Uma semana chamada santa porque nos leva diretamente ao mistério da Paixão, Morte e
Ressurreição de Cristo. 

Cada um desse acontecimentos tem um conteúdo eminentemente profético e salvífico. Nós, fiéis cristãos verdadeiramente apaixonados por Jesus Cristo, não podemos deixar de acompanhar ativamente a Liturgia da Semana Santa. Agradeça à Jesus sua paixão por nós.
Passemos está última semana de sua vida terrena com Ele, num último gesto de amor e amizade, recolhidos em oração fervorosa e contemplação profunda, de modo que a Páscoa do Senhor seja um dia verdadeiramente “novo” para nós.
Saiba mais sobre o significado de cada celebração da Semana Santa e participe com sua comunidade deste tempo litúrgico de grande riqueza para toda a Igreja.

Programação da Semana Santa/2017 Paróquia do Sagrado Coração de Jesus Local: Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus

09/04/2017 – DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR
7h00: Bênção e Procissão dos Ramos saindo de frente ao Cemitério, seguindo até a Igreja Matriz, onde celebraremos a Santa Missa (nesta celebração faremos a Coleta da CF 2017, fruto de nossas renúncias feitas na quaresma).

• 10/04/2017 – SEGUNDA-FEIRA SANTA8:h00: Confissão individual;
10h00: Missa;
19h00: Encontros da CF em famílias.

• 11/04/2017 – TERÇA-FEIRA SANTA
8h:00: Visitas aos Doentes;
19h00: Terço das famílias na igreja matriz

12/04/2017 – QUARTA-FEIRA SANTA
8h00: Confissão Individual;
17h00: Missa da bênção dos alimentos;
19h00: Procissão do Encontro e Celebração Penitencial (trazer velas para a procissão).

• 13/04/2017 – QUINTA-FEIRA SANTA – DIA DA ENTREGA
9h:00 – Missa dos Santos Óleos na Catedral de Santa Luzia em Mossoró;
19h00: Missa da Ceia do Senhor – Instituição da Eucaristia, Lava-Pés, Início do Tríduo Pascal; 
20h30 a 00h00: O Salão Paroquial ficará aberto para horas de Vigília e Adoração Eucarística com o Senhor Jesus.

• 14/04/2017 – SEXTA-FEIRA SANTA – PAIXÃO DO SENHOR – CELEBRAÇÃO DA VITÓRIA SOBRE A MORTE
16h:00 – Celebração da Paixão do Senhor
17h:00 - Via Sacra pelas ruas do Centro saindo da Igreja Matriz;

• 15/04/2017 – SÁBADO SANTO – SEPULTURA DO SENHOR – DESCIDA DE JESUS À MANSÃO DOS MORTOS
21h00: Solene Vigília Pascal (todos deverão trazer velas para a renovação das Promessas Batismais);

• 16/04/2017 – DOMINGO – PÁSCOA DO SENHOR
7h:00: Missa da Páscoa;
19h00: Missa da Páscoa;

sábado, 4 de março de 2017

Programação da Quaresma para essa semana, na paróquia


05/03/2017 – (1º domingo da quaresma)
07:00h – Missa na Igreja Matriz do S.C.J;
19:00h – Missa na Igreja Matriz do S.C.J;

06/03/2017 – (segunda-feira)
10:00h – Missa na Igreja Matriz do S.C.J;

07/03/2017 – (terça-feira)
19:00h – Terço da Mulheres do S.C.J;

08/03/2017 – (quarta-feira)
17:00h – Missa da Benção dos Alimentos na Igreja Matriz do S.C.J;
19:00h – Terço dos Homens na Igreja Matriz do S.C.J;
19:00h – Encontros da CF nas famílias;

09/03/2017 – (quinta-feira)
08:00h – Adoração do Santíssimo na Igreja Matriz do S.C.J;
09:00h – Confissões Individuais na Igreja Matriz do S.C.J;
19:00h – Encontro de Oração da RCC na Igreja Matriz do S.C.J;

10/03/2017 – (sexta-feira)
19:00h – Via Sacra na Comunidade do Bairro Caraíbas;

Reflexão do dia: Acredite em você!


Quando acreditamos em nós, não é para nos colocarmos acima das outras pessoas, fazendo-nos melhores que elas, mas sim para que deixemos sair do nosso interior todo o potencial que Deus colocou em nós ao nos criar.
Invista seu tempo naquilo que Deus projetou para você! Se quisermos viver a vida do outro, não nos realizaremos como pessoas. Nossa maior aventura é vivermos os planos do Senhor em nossa vida.
FONTE: http://clube.cancaonova.com/sorrindo-para-a-vida/felicidade-esta-em-viver-os-sonhos-de-deus/

quinta-feira, 2 de março de 2017

Mensagem do Papa para a Quaresma pede que fiéis abram as portas do coração aos mais pobres


A Palavra é um dom. O outro é um dom



Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom

A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.

A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

2. O pecado cega-nos

A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).

O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.

Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).

O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.

Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

3. A Palavra é um dom

O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).

Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.

Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.

Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).

Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.

Vaticano, 18 de outubro – Festa do Evangelista São Lucas – de 2016.
Francisco


Com informações da rádio Vaticano e foto: AP

FONTE DO TEXTO: http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20367:mensagem-do-papa-para-a-quaresma-pede-que-fieis-abram-as-portas-do-coracao-aos-mais-pobres-2&catid=147:internacional&Itemid=185

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