Mostrando postagens com marcador CNBB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CNBB. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de março de 2017

Mensagem do Papa para a Quaresma pede que fiéis abram as portas do coração aos mais pobres


A Palavra é um dom. O outro é um dom



Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom

A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.

A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

2. O pecado cega-nos

A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).

O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.

Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).

O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.

Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

3. A Palavra é um dom

O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).

Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.

Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.

Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).

Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.

Vaticano, 18 de outubro – Festa do Evangelista São Lucas – de 2016.
Francisco


Com informações da rádio Vaticano e foto: AP

FONTE DO TEXTO: http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20367:mensagem-do-papa-para-a-quaresma-pede-que-fieis-abram-as-portas-do-coracao-aos-mais-pobres-2&catid=147:internacional&Itemid=185

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Tema da Campanha da Fraternidade 2017

A Campanha da Fraternidade (CF) 2017 tem como tema ‘Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida’ e o lema ‘Cultivar e guardar a criação’ (Gn 2.15). Buscando alertar para o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, a campanha terá início em todo o país no dia 1º de março. Na paroquia Sagrado Coração de Jesus (Umarizal-RN), os grupos pastorais devem se reunir ainda nesse mês de Fevereiro, para planejar as ações da Campanha na Paroquia.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Campanha da Fraternidade 2014



A Campanha da Fraternidade quer refletir nesse ano de 2014, sobre a temática  da crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas (no cartaz da CF), simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mesmo com chuva, Cruz da Jornada e Ícone de Nossa Senhora são acompanhados pelos jovens nas ruas de guarantiguetá sp



No exato momento da concentração da juventude na praça da Catedral de Guaratinguetá (SP), uma forte chuva caiu sobre a cidade.
No entanto, a animação do grupo se manteve. Junto aos Missionários Redentoristas, com ou sem sombrinhas, o grupo foi ao encontro da Cruz da Jornada Mundial da Juventude e do Ícone de Nossa Senhora.
A frente, o ‘Devotão’, trio elétrico do Santuário, embalava com Netinho, apresentador da TV APARECIDA as pessoas que acompanhavam a procissão. Junto, cardeal arcebispo de Aparecida Dom Raymundo Damasceno Assis e o reitor do Santuário, padre Darci José Nicioli.

Em um trecho a frente a chuva engrossou, o número de pessoas diminuiu mas não esmoreceu. Com a chuva diminuindo, o grupo mais uma vez ficou forte.

FONTE; http://www.devotosdamae.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

“Missão na Ecologia”


“Missão na Ecologia”. É com este tema que as Pontifícias Obras Missionárias (POM) realizam a Campanha Missionária 2011. A temática, como todos os anos, está diretamente ligada ao tema da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que este ano é “Fraternidade e a Vida no Planeta”. Assim como a CF-2011, a Campanha Missionária é um sinal da preocupação com a preservação do meio ambiente e conscientização ecológica. A CM, no entanto, alarga os horizontes para todo o mundo, por ser este o objetivo principal das Pontifícias Obras Missionárias. Como extensão da Campanha da Fraternidade, cabe à Campanha Missionária dar uma ênfase maior à dimensão missionária; logo, todo o seu material se volta para a universalidade da missão.

Materiais
A Novena Missionária traz este ano 64 páginas com orações, cantos, partilhas, canções. O subsídio contém ainda informações importantes sobre preservação do meio ambiente, além de indicar sites e vídeos para a melhor vivência do novenário missionário. O material pode ser utilizado pelos grupos de reflexão, nas comunidades, escolas, ou simplesmente nas casas de família. O DVD é outro apoio que dinamiza as discussões e reflexões durante a Campanha Missionária. Para cada dia da novena é oferecido um documentário, que apresenta uma realidade da missão ligada à ecologia. Podem ser utilizados nos momentos das homilias dominicais e também nas reuniões das pastorais, conselhos paroquias e comunitários e nos vários grupos

O cartaz, por sua vez, representa a retirada de tudo àquilo que não corresponde à preservação do meio ambiente. Os personagens do cartaz são missionários que têm consciência da sua responsabilidade para fazer do planeta a verdadeira morada para todos os seus habitantes. Deve ser fixado nos murais e ou lugares que facilitem a visualização.

Já o Envelope, tem por objetivo arrecadar nos dias 22 e 23 de outubro as coletas em favor das missões universais nas comunidades, paróquias e instituições católicas. Devem ser distribuídos entre os dias que antecedem o Dia Mundial das Missões (penúltimo domingo do mês de outubro) ou quando os grupos se reunirem ou ainda nas celebrações domésticas. Por último, os Folhetos Dominicais, servem como suporte para a oração dos fieis nas missas, culto dominical, reuniões das pastorais, de grupos e movimentos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Comissão para a Juventude discute sua identidade e missão


A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB se reuniu no dia 7, em Brasília, para refletir sobre a identidade e missão da sua coordenação jovem. Em pauta, Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), Jornada Mundial da Juventude e Campanha da fraternidade 2013, Dia Nacional da Juventude (DNJ).

A reunião teve a participação do presidente da Comissão, dom Eduardo Pinheiro, e dos assessores, os padres Carlos Sávio e Antonio Ramos do Prado.

“A conclusão que podemos fazer a partir desta primeira reunião é de que realmente estamos em um Kairós para a juventude na Igreja do Brasil, pois as diferenças que existem entre cada expressão, em momento algum foram barreiras para a unidade, muito pelo contrário, elas foram a riqueza da fraternidade ali vivenciada”, sublinhou um dos participantes, Francisco Antonio Crisóstomo de Oliveira.

FONTE: CNBB

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

JMJ NO BRASIL


Mais valores para a juventude Brasileira

Para o representante do governo federal, Gilberto Carvalho, a JMJ será um importante evento num momento que a juventude brasileira precisa tanto cultivar bons valores, como a esperança e a cidadania. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República destaca ainda as grandes ameaças que a juventude está vivendo, como as drogas e a violência.

“É mesmo uma graça de Deus para nós. Um presente. E nós queremos colocar todo empenho do governo brasileiro para que realizemos este grande evento. Toda a preparação deste evento será um momento de graça para cultivar esses valores para a juventude”, salienta Gilberto Carvalho.


Dois anos de muito trabalho

“Daqui pra frente começa nossa tarefa de preparar bem essa jornada para que ela seja marcante para o Brasil e para mundo. O Brasil tem muito a oferecer ao mundo: nossa cultura, religiosidade, nossa maneira de ser... Coisas que marcaram a JMJ 2013”, destaca o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.


Chegada da Cruz no Brasil

No domingo, dia 18 de setembro, a Cruz da JMJ chegara em São Paulo. Dom Odilo conta que será realizado um grande ato no Campo de Marte, zona norte de São Paulo. O dia todo será marcado por shows e testemunhos. Às 16h chegará a cruz e logo depois será celebrada uma Missa campal.

A cruz peregrinará por todo país antes de chegar no Rio de Janeiro para o grande evento da juventude católica.

FONTE: site da canão nova

sábado, 20 de agosto de 2011

Bento XVI exorta os seminaristas a não terem medo de ambiente que exclui Deus


MADRI - “Não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende exclui Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter e o prazer”. Com estas palavras o papa Bento XVI exortou os mais de 4 mil seminaristas que participaram da missa que presidiu na manhã de hoje, na Catedral Nossa Senhora La Real de La Almudena, em Madri.

O papa alertou os seminaristas sobre o risco de serem desprezados “como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muitos se prostram hoje”.

Bento XVI disse, ainda, que os seminaristas devem pedir a Cristo que lhes ensine a aproximar-se dos enfermos e dos pobres, “com simplicidade e generosidade”. “Afrontai este desafio sem complexos nem mediocridade, mas antes como uma forma estupenda de realizar a vida humana na gratuidade e no serviço, sendo testemunhas de Deus feito homem, mensageiros da dignidade altíssima da pessoa humana”, incentivou o papa.

Segundo o Pontífice, a preparação dos seminaristas deve ser tempo de silêncio interior, oração permanente, estudo constante e de progressia inserção nas atividades e estruturas pastorais da Igreja. Ele exortou a todos a buscarem a santidade. “Devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar”.

Antes da missa, o papa este no Parque do Retiro e atendeu a confissão de alguns jovens. No parque estão montados 200 confessionários para a “Festa do Perdão”, realizada durante todos os dias da JMJ.

Bento XVI está em Madri desde terça-feira, 16, para presidir os principais atos da 26ª Jornada Mundial da Juventude. Ainda hoje, às 20:30h, ele preside a Vigília de Adoração com os jovens no aeródromo de Cuatro Vientos.

Antes da Vigília, às 19:40h (14:40h horário de Brasília), Bento XVI tem breve encontro com os jovens enfermos e com deficiência.

Amanhã, às 9h (4h horário de Brasília), o papa preside a missa de encerramento da Jornada. À tarde, às 17:30h (horário local), ele se contra com os voluntários da Jornada na Feira de Madri (IFEMA) e, às 18:30h se despede das autoridades espanholas no aeroporto Bajaras de Madri, retornando a Roma.


FONTE: site da cnbb

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bento XVI se encontra com religiosas e professores universitários


MADRI - O papa Bento XVI cumpriu uma extensa agenda na manhã desta sexta-feira, 19, na visita que faz a Madri por ocasião da Jornada Mundial da Juventude. Após visitar o rei da Espanha, Juan Carlos, e a rainha Sofia, Bento XVI se dirigiu a El Escorial onde se encontrou, primeiro, às 11:30h (horário local) com jovens religiosas e, às 12h, com jovens professores universitários.

O papa falou às religiosas sobre a radicalidade da vida consagrada e lembrou Rosa de Lima e Rafael Arnáiz, jovens patronos desta Jornada. “Face ao relativismo e à mediocridade, surge a necessidade desta radicalidade que testemunha a consagração como uma pertença a Deus sumamente amado”, disse o papa.

“A radicalidade evangélica exprime-se na missão que Deus vos quis confiar. Desde a vida contemplativa que, na própria clausura, acolhe a Palavra de Deus em silêncio eloquente e adora a sua beleza na solidão por Ele habitada, até aos mais diversos caminhos de vida apostólica, em cujos sulcos germina a semente evangélica na educação das crianças e jovens, no cuidado dos doentes e idosos, no acompanhamento das famílias, no compromisso a favor da vida, no testemunho da verdade, no anúncio da paz e da caridade, no trabalho missionário e na nova evangelização, e em muitos outros campos do apostolado eclesial”, acrescentou Bento XVI.

Já no encontro com os universitários com quem falou da sobre a missão do professor universitário, que deve se voltar para a busca da verdade. “A universidade foi e deve continuar sendo a casa onde se busca a verdade própria da pessoa humana”, disse o papa.

“Por isso, encarecidamente vos exorto a não perderdes jamais tal sensibilidade e encanto pela verdade, a não esquecerdes que o ensino não é uma simples transmissão de conteúdos, mas uma formação de jovens a quem deveis compreender e amar, em quem deveis suscitar aquela sede de verdade que possuem no mais fundo de si mesmos e aquele anseio de superação. Sede para eles estímulo e fortaleza”, exortou o papa.

À noite, às 19:30h, o papa tem seu segundo encontro com a juventude, de novo na Praça Cibeles, onde acontece a Via-Sacra. Antes, ainda, Bento XVI cumpre agenda às 17:30h (horário local) com o presidente do Governo, na residência da Nunciatura Apostólica.


FONTE: site da cnbb

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Não vos envergonheis do Senhor", pede Bento XVI aos jovens


"Venho aqui para me encontrar com milhares de jovens de todo o mundo, católicos, interessados por Cristo ou à procura da verdade que dê sentido genuíno à sua existência", afirmou o Papa Bento XVI, nesta quinta-feira, 18, em sua chegada a Madri, na Espanha, para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011. O Santo Padre agradeceu a hospitalidade de todos que acolheram esses jovens e afirmou que foi ao país para confirmar todos na fé e exortá-los "a encontrarem-se pessoalmente com Cristo Amigo e assim, radicados na sua Pessoa, converterem-se em seus fiéis seguidores e valorosas testemunhas". "Não vos envergonheis do Senhor", disse Bento XVI. "Ele fez questão de fazer-se igual a nós e experimentar as nossas angústias para levá-las a Deus, e assim nos salvou", destacou. Bento XVI disse ainda que os jovens veem a superficialidade e o consumismo imperantes na sociedade e sabem que, sem Deus, seria difícil afrontar estes desafios e ser verdadeiramente felizes, colocando para isso todo o entusiasmo na consecução de uma vida autêntica. "Esta descoberta do Deus vivo revigora os jovens e abre os seus olhos para os desafios do mundo onde vivem, com as suas possibilidades e limitações (...) Com Ele a seu lado, terão luz para caminhar e razões para esperar, não se detendo nem mesmo diante dos ideais mais altos, que hão de motivar os seus generosos compromissos para a construção de uma sociedade onde se respeite a dignidade humana e uma efetiva fraternidade", afirmou. O Papa destacou que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é uma ocasião privilegiada para que os jovens coloquem em comum as suas aspirações, troquem reciprocamente a riqueza das culturas e experiências uns dos outros, e se animem mutuamente num caminho de fé e de vida, no qual alguns se julgam sozinhos ou ignorados nos seus ambientes cotidianos. "Mas não! Não estão sozinhos", ressaltou Bento XVI. "Muitos da sua idade partilham os mesmos propósitos deles e, confiando inteiramente em Cristo, sabem que têm realmente um futuro à sua frente e não temem os compromissos decisivos que preenchem toda a vida. Por isso me dá imensa alegria poder escutá-los, rezarmos juntos e celebrar a Eucaristia com eles. A Jornada Mundial da Juventude traz-nos uma mensagem de esperança, como uma brisa de ar puro e juvenil, com aromas renovadores que nos enchem de confiança face ao amanhã da Igreja e do mundo". Por fim, o Santo Padre recordou os jovens de todo o mundo que "atravessam provações de diversas índoles" e disse que, nestes dias estará junto a cada um deles. E pediu a intercessão da Virgem Maria pelo bom êxito da JMJ. Nesta quinta-feira Bento XVI irá se encontrar com os jovens na Praça da Independência de Madri e fará a passagem, com alguns desses jovens, pela Porta de Alcalá. Em seguida fará um discurso.
Fonte: cancaonova.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

JMJ: Dom Eduardo destaca necessidade de viver a fé na comunidade


MADRI - Mais de 400 pessoas lotaram a Igreja São Domingos Sávio, em Madri, para a catequese dada pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro. A catequese foi na manhã desta quarta-feira, 17, segundo a programação da Jornada Mundial da Juventude, e reuniu jovens do Brasil, Portugal e Espanha.

Dom Eduardo destacou a importância da fé na vida das pessoas e a necessidade do cristão viver a fé com participação na vida comunitária. “Não basta dizer que tem fé, se não tem vida comunitária. A vida de Igreja é essencial para a fé”, destacou dom Eduardo.

Para ele, a fé precisa de condições favoráveis para se sustentar e apontou a Igreja como esse lugar. “A fé é adesão pessoal a Deus; é assentimento livre a tudo que Deus criou. Ela necessita indiscutivelmente de condições favoráveis e a Igreja é o espaço para alimentar a fé”, sublinhou.

Dom Eduardo denunciou o relativismo e o laicismo que ameaçam a fé. “Partimos da consciência de que vivemos num contexto de esquecimento de Deus. Há um laicismo difundido que quer eliminar deus da vida pública e privada”, acentuou.

Segundo dom Eduardo, o respeito à diversidade não elimina o reconhecimento de que a sociedade é religiosa. “A dimensão religiosa é natural no ser humano e não um detalhe que possa ser tirado”, disse. “Quanto menos ética cristã, mais fácil cair nos mecanismos que acabam com nossa liberdade”, acrescentou o bispo.


FONTE: CNBB

terça-feira, 16 de agosto de 2011

As JMJ marcam período inédito na relação dos jovens com o papa, diz o cardeal de Madri


MADRI - O Beato João Paulo II foi o destaque na homilia do arcebispo de Madri, cardeal Antonio María Rouca Varela, que presidiu a missa de abertura da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na noite desta terça-feira, 16, na capital espanhola. “As JMJ são inseparáveis do beato João Paulo II”, disse o cardeal recordando que foi o papa João Paulo II quem criou as Jornadas em 1985.

“João Paulo II é o papa dos jovens”, acrescentou o cardeal sob os aplausos calorosos da multidão que lotou a Praça Cibeles para a abertura da JMJ. “Com ele começa um período histórico novo, inédito da relação do sucessor de Pedro com a juventude e uma relação da Igreja com a juventude, direta, de coração a coração”, ressaltou o arcebispo de Madri.

O cardeal lembrou também as raízes cristãs da Espanha ao afirmar que a “principal senha de identidade histórica, de sua cultura e de seu modo de ser, é a profissão da fé cristã de seus filhos e filhas e a comunhão com a Igreja Católica”.

Falando diretamente aos jovens, o cardeal exortou os jovens a encontrarem Cristo. “Cristo é quem busca vocês”, disse. Segundo o cardeal, o jovem encontra Cristo nos sacramentos da eucaristia e da confissão, “nos pobres nos enfermos e nos irmãos que estão em dificuldade”.

A missa começou pontualmente às 20h (horário local), quando o sol ainda era forte. Foram distribuídas sombrinhas para os bispos e os jovens recorreram ao boné com a logomarca da JMJ, colorindo toda a praça.

Capital da Juventude

Ao final da missa, o presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, dom Stanisław Ryłko, acolheu, entusiasmado, os jovens. “Finalmente vocês estão aqui, em Madri, belíssima e moderna metrópole, que nesses dias será a capital da juventude católica do mundo inteiro”, disse.

De acordo com dom Rytko, os dias da Jornada serão para os jovens“dias de inesquecíveis e importantes descobrimentos e de decisões para sua vida”. Ele destacou a importância dos jovens reafirmarem sua fé como testemunho para um mundo em que “muitos vivem como se Deus não existisse”.

“Nestes dias, a fé estará no centro de nossa reflexão, porque a fé é decisiva na vida de cada homem. A fé dá à nossa vida a orientação decisiva”, recordou. “Vocês se reuniram aqui para dizer em voz alta a todo mundo e em particular à Europa: sim, a fé é possível”, acrescentou.

Na busca de Cristo

O bispo de Franca (SP), dom Pedro Luiz Stringhini, saiu animado da celebração." Esta celebração de abertura foi uma demonstração para a Espanha e para o mundo de que os jovens estão no caminho da busca de Jesus Cristo, firmes na fé, alegres na esperança, dando testemunho de um mundo novo”, avaliou.

O mesmo entusiasmo foi mostrado também pelo bispo de Petrópolis (RJ), dom Filippo Santoro. “Esta celebração foi um momento extraordinário, uma palavra de encorajamento, de força e de fidelidade a todos os jovens”, considerou.

Ele falou, ainda, da expectativa do Rio de Janeiro, que deverá ser a sede da próxima jornada em 2014. “O Rio de Janeiro está vendo tudo para dizer: vamos tentar fazer a mesma coisa e melhor”, concluiu.

FONTE: CNBB

sábado, 13 de agosto de 2011

Jovens chegam a Madri para encontro com o papa

MADRI (Espanha) - Jovens de todo o mundo começam a chegar a Madri, na Espanha, para a Jornada Mundial da Juventude, o encontro com o papa que começa na terça-feira, 16, e prossegue até o dia 21. Hoje pela manhã já era grande o movimento no aeroporto internacional de Madri Bajaras com grupos de jovens vindos de todos os países. O papa Bento XVI chega na quinta-feira, 18, por volta do meio-dia e fica até o fim do encontro, no domingo, 21, quando celebrará a missa de encerramento às 9:30h (horário local), no aeródromo Cuatro Vientos de Madrid.
A organização da JMJ montou stands de informações no aeroporto para orientar os visitantes, que normalmente chegam em grupos muito animados. Jovens voluntários, identificados com a camisa da JMJ, fazem o trabalho de acolhida.

Os organizadores estimam que mais de um milhão de jovens deve participar da Jornada. Segundo dados da assessoria de imprensa da JMJ, Manila, nas Filipinas, foi quem mais reuniu jovens para o encontro com o papa, cerca de 5 milhões, em 1995, seguida de Roma, com 2,1 milhões em 2000.

O Brasil, com mais de 14 mil jovens, está entre os países com maior número de participantes na Jornada. A CNBB enviou uma delegação oficial com mais de 500 pessoas, entre as quais mais de 60 bispos.







terça-feira, 9 de agosto de 2011

TEMA DA CF 2012


A Campanha de Fraternidade de 2012 já tem seu tema. Será “Fraternidade e saúde pública”. A escolha foi feita , pelo Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep), que esteve reunido na sede da Conferência .

O tema da saúde foi apresentado pela Pastoral da Saúde, respaldado por um abaixo-assinado com 142 mil assinaturas. A decisão do Consep foi unânime. No segundo semestre, o Conselho definirá o lema que deverá acompanhar o tema.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

IGREJA E INTERNET-


Mais que “usar” a internet, precisamos estar “na” internet.



Nesta semana acontece no Rio de Janeiro o Mutirão Nacional da Comunicação. Já na semana passada, de 12 a 16, mais de 70 bispos de várias dioceses do Brasil também participaram de um seminário sobre a comunicação no Rio de Janeiro, promovido pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, a CNBB e a Arquidiocese do Rio de Janeiro. O encontro teve como tema: “Comunicação e evangelização no contexto das transformações culturais provocadas pelas novas tecnologias”.
Foi um fato inédito; até agora, não se tinha notícia de um encontro tão numeroso de bispos da nossa Igreja, destinado especificamente a essa temática. Evidentemente, não se tratou de formação técnica sobre as novas modalidades de comunicação, mas de uma ocasião para confrontar a missão dos pastores da Igreja com esse novo e maravilhoso universo, suas imensas possibilidades, mas também seus desafios, problemas e riscos.
Antes de tudo, existe o fato inquestionável da multiplicidade enorme de novos meios e possibilidades de comunicação, suscitados, sobretudo, pelo avanço da informática e das novas tecnologias da informação. Isso também coloca à disposição da missão da Igreja um precioso instrumental; seria grave não fazer bom uso de tantas possibilidades para a promoção da vida e da missão da Igreja.
Mas não podemos ter uma visão ingênua do mundo da comunicação: nesse universo existe muita coisa que precisa ser vista com olhar crítico, não propriamente os meios, que são possibilidades, mas o uso que deles se faz. De modo especial na internet, há muito veneno, que deve deixar alertas pais e educadores; crianças e adolescentes ficam expostos a numerosos riscos, se não houver atenta vigilância e orientação.
Mas também os adultos deverão fazer um uso responsável desses meios maravilhosos, evitando que se tornem um atrapalho nas relações interpessoais e no convívio social. Contatos e comunidades cibernéticas não podem tomar o lugar das relações humanas e comunitárias reais e diretas com as pessoas próximas, nem substituí-las. Seria uma pena passar horas trocando mensagens com pessoas distantes e não brindar com uma palavra sequer as pessoas do convívio próximo. Pior ainda, se os meios fossem usados para promover desonestidades, ódio, violência e toda sorte de caminhos de corrupção e imoralidade.
No entanto, para a Igreja, a comunicação não é só questão de ter e usar meios e tecnologias de comunicação: mais importante ainda é o conteúdo e a qualidade da nossa comunicação. Temos para comunicar a Boa Nova de Cristo e do Reino de Deus ao mundo e precisamos fazer isso muito bem. O uso dos meios de comunicação para a evangelização não pode ser reduzido a uma informação neutra, mas precisa ser acompanhado pelo testemunho contagiante: “vós sereis minhas testemunhas” (cf Lc 24,48), recomendou Jesus aos apóstolos, depois de os enviar para anunciar o Evangelho a todos os povos (cf Mt 28,19).
O papa Bento 16 tem recomendado com frequência a evangelização através da internet. Não é apenas mais um poderoso “meio” de comunicação, que pode facilitar e ampliar muito a nossa capacidade de evangelização; de fato, trata-se de um novo “ambiente” a ser evangelizado. Mais que “usar” a internet, precisamos estar “na” internet. De fato, a “rede” é como uma imensa e sofisticada praça, muito frequentada por gente que interage com toda sorte de mensagens; todos os “discursos” imagináveis podem ser encontrados nesta praça e há plateia para cada um deles. Alguns podem ser muito belos e construtivos, contribuindo para a dignificação do homem e a edificação do bem comum; outros, nem tanto; e, infelizmente, esta praça também é frequentada por companhias nada recomendáveis e até nocivas...
A Igreja não pode estar ausente no mundo da internet, com seu anúncio e testemunho. E isso precisa ser feito de muitas maneiras, para alcançar o maior número de interessados.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Comissão Nacional da Pastoral Familiar lança “Hora da Família” 2011 .


A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Família” 2011. O tema deste ano é: “Família, Pessoa e Sociedade”. O subsídio apresenta reflexão sobre temas familiares para a Semana Nacional da Família que, este ano será de 14 de 20 de agosto.
A Semana Nacional da Família é um evento anual que faz parte do calendário de, praticamente, todas as paróquias do Brasil e teve o início em 1992. O subsídio começou a ser editado desde a vinda do Papa João Paulo II ao Brasil, em 1994 e passou a ser publicada anualmente. Atualmente está em sua 15ª edição com uma tiragem de 210.000 mil exemplares.
“A família vem enfrentando grandes desafios, inquietações e ataques de quem deveria defendê-la. Convocamos a sociedade a debater este ano sobre este tema” disse o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, padre Luiz Antonio Bento. A publicação traz sugestões de celebrações e reflexões sobre o dia das Mães, dia dos Pais, dia do Catequista, dia do Nascituro, além de 10 encontros a serem realizados pelas famílias, entre outras.
“A família é um valor insubstituível para a sociedade. Investir na família é investir na sociedade”, concluiu padre Bento.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Muticom debate “Linguagem de Comunicação” e “Comunicação no Jornalismo


No painel da manhã deste quarto dia do 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), o conferencista Joel Birman, professor do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), falou sobre “Psicanálise, linguagem e comunicação”. Para Joel o ser humano é um animal simbólico. “Somos marcados pela fala e pela linguagem, por isso somos fadados e destinados à comunicação”, explicou. Uma das teorias de como o ser humano se comunica defendida pelo professor Joel aponta três fatores que tornam a pessoa humana um ser comunicativo. “Pela comunicação, linguagem e simbolismo, podemos construir a vida no sentido biológico. A vida humana não teria condições de se manter e se desenvolver sem que nós não nos inscrevamos na simbolicidade”. Joel também falou sobre as teses que formam as relações de comunicação dos seres humanos. “Qualquer palavra, antes de significar por ela própria alguma coisa, significa algo para alguém”, filosofou Joel Birman. O professor do Instituto de Psicologia da UFRJ fez uma relação do choro da criança como primeiro contato comunicacional dos seres humanos. “A fala é uma senha de reconhecimento, a comunicação é o reconhecimento da condição de sujeito. E o choro da criança é o primeiro contato com o mundo que temos na nossa vida”. Meio ambiente e Saúde Pública O jornalista da Globo News e professor da PUC-Rio, André Trigueiro, falou sobre a temática: “Jornalismo e Comunicação”. Trigueiro alertou que a palavra de ordem de sua palestra seria “senso de urgência na defesa da vida”. O jornalista levantou um uma questão que ele chama de Ecocídio, ou seja, a escolha da civilização pela destruição dos ecossistemas. “Nós estamos exaurindo as condições de vida na terra. E o papel do jornalista é denunciar essa destruição e apontar as melhores formas de evitar essa catástrofe que surge”, disse. Trigueiro citou a arqueologia para fazer um paralelo entre civilizações antigas já extintas, com a moderna, e a destruição da natureza. “O avanço desmedido das civilizações écomparável a civilizações extintas, como os Maias e os Vikings, e os arqueólogos modernos denunciam essa destruição do planeta”. Segundo o jornalista, as comunidades Maias, Vikings desapareceram por conta da destruição dos meios de sobrevivência dos humanos. “O jornalismo moderno são como duas asas. Uma diz o que está errado e a outra que mostra as boas práticas para evitar o erro. Não podemos fazer da natureza um lixão. O Brasil tem sido mais bem informado graças à Campanha da Fraternidade, que neste ano cita a natureza e sua condição de degradação”, disse Trigueiro, citando a CF 2011. Segundo o conferencista, hoje o problema não é acesso à comunicação, mas a qualificação desse acesso. “Ética em favor da vida”, pede o jornalista. “Não há mais importante do que a vida”, acrescentou. Trigueiro também abordou uma problemática que, segundo informou, é uma questão de saúde pública. Trata-se do alto número de suicídios no mundo. Citando dados da Organização Mundial da Saúde, ele recordou que há 1 milhão de suicídios por ano no mundo. “Os dados aumentam entre jovens da faixa dos 20 anos de idade. Devemos fazer um trabalho de prevenção do suicídio, então devemos sim noticiar os casos de suicídio, mas com o cuidado”. Segundo o Ministério da Saúde, 90% dos suicídios são evitáveis. “Em relação a esse assunto, qual é a função da mídia e da comunicação no século XXI?”, questiona o professor.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Bento XVI celebra 60 anos de ordenação presbiteral


O papa Bento XVI preside, amanhã, quarta-feira, 29, na Basílica Vaticana, às 9h30 (hora local), a festa de São Pedro e São Paulo. A celebração comemora também os 60 anos de ordenação presbiteral do papa.

Durante a missa, Bento XVI fará a imposição do Pálio a 40 arcebispos metropolitanos, entre os quais sete brasileiros: os arcebispos de Salvador (BA), dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, e de Palmas (TO), dom Pedro Brito Guimarães; os arcebispos das recém-criadas arquidioceses gaúchas de Pelotas, dom Jacinto Bergmann; de Santa Maria, dom Hélio Adelar Rubert, e de Passo Fundo, dom Pedro Ercílio Simon; e os arcebispos eleitos de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha, e de Campo Grande (MS), dom Dimas Lara Barbosa.
O Pálio é uma faixa de lã branca com seis cruzes pretas de seda. É uma insígnia litúrgica de "honra e jurisdição", símbolo do laço particular que une os arcebispos metropolitanos ao Sucessor de Pedro.
A lã usada para confeccionar o Pálio é extraída de dois cordeiros brancos bentos pelo papa em 21 de janeiro, dia de Santa Inês. Esta tradição tem suas raízes no martírio de Santa Inês, adolescente romana, martirizada durante a perseguição de Décio ou de Diocleciano, entre os Séculos III e IV. Com apenas doze anos, Inês não renegou Jesus e, por isso, teve a garganta cortada com uma espada do modo como se matavam os cordeiros

terça-feira, 24 de maio de 2011

Jornada Mundial de Oração pela Igreja na China


A Igreja celebra nesta terça-feira (24), o dia de Nossa Senhora Auxiliadora. Em 2007, o papa Bento XVI instituiu esta data como Dia de Oração pela Igreja na China, em carta destinada aos católicos chineses.
Na audiência da última quarta-feira (18), na Praça de São Pedro, no Vaticano, Bento XVI exortou os católicos do mundo inteiro a rezarem pela unidade da Igreja na China.
"Os católicos chineses, como disseram muitas vezes, desejam a unidade com a Igreja Universal, com o Pastor supremo, com o Sucessor de Pedro. Com a oração podemos fazer com que a Igreja na China permaneça una, santa e católica, fiel e firme na doutrina e na disciplina eclesial. Ela merece todo o nosso afeto", disse o papa.
"Com a nossa oração podemos ajudá-los a encontrar o caminho para manter viva a fé, forte a esperança, ardente a caridade para com todos e íntegra a eclesiologia que herdamos do Senhor e dos Apóstolos e que nos foi transmitida com fidelidade até os nossos dias”, disse Bento XVI.
Ainda em sua mensagem, o Santo Padre ressaltou que muitos bispos encontram dificuldade no exercício do seu ministério episcopal.
“Para eles, os sacerdotes e todos os católicos que encontram dificuldades na prática livre da fé, nós expressamos a nossa proximidade”, afirmou.
Bento XVI afirmou que na oração podemos a alegria e a força para anunciar e testemunhar, com toda a sinceridade e sem impedimentos, de Cristo crucificado e ressuscitado, o homem novo, vencedor do pecado e da morte.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mais de 70 mil pessoas participam de cerimônia de beatificação de Irmã Dulce, em Salvador


Milhares de pessoas celebram ontem, 22, em Salvador (BA), a beatificação de irmã Dulce. A religiosa dedicou sua vida a ajudar os pobres e excluídos, passando a ser chamada de Anjo Bom da Bahia. A solidariedade aos carentes e o reconhecimento de um milagre levaram a freira a ser proclamada beata, o que a deixa mais próxima de se tornar santa.

A cerimônia, iniciada às 17 horas, no Parque de Exposições de Salvador, foi acompanhada por 77 mil pessoas (dados da polícia militar da Bahia) e diversas autoridades, entre elas, a presidente da República Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Jaques Wagner e o presidente do Senado, José Sarney. O rito foi conduzido pelo cardeal dom Geraldo Majella Agnelo, representando o papa Bento XVI. Com a beatificação, a religiosa passou a ser chamada de “Bem-Aventurada Dulce dos Pobres”.

Como beata, um grande quadro com o retrato da religiosa foi mostrado ao público, que agitou lenços e cantou em homenagem à freira baiana, que morreu há 19 anos.
O processo de canonização começou em 2001. Em 2003, a Santa Sé emitiu validação jurídica do milagre atribuído à freira. Irmã Dulce intercedeu por uma mulher, no estado de Sergipe, que sofreu grave hemorragia após o parto, em 2001. Em 2009, o papa Bento XVI concedeu o título de venerável à freira baiana, reconhecimento de que viveu de forma heroica as virtudes da fé cristã, caridade e esperança. O feito foi investigado por peritos médicos e teólogos.

No ano passado, a Congregação para a Causa dos Santos certificou a autenticidade do milagre atribuído à irmã Dulce, última etapa para a beatificação. Em dezembro de 2010, o papa promulgou o decreto de beatificação. Após o decreto, deu-se início o processo para a santificação. Para ser considerada santa mais um milagre deve ser constatado.

Filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, irmã Dulce, nasceu em 26 de maio de 1914, na capital baiana. Aos sete anos, a mãe morreu. Na adolescência, já dava sinais da vocação para ajudar os excluídos, acolhendo mendigos e doentes em sua casa.
Em 1933, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no município sergipano de São Cristovão. Aos 20 anos, foi ordenada freira e adotou o nome de irmã Dulce, em homenagem à mãe.

Em Salvador, prestava assistência à comunidade pobre de Alagados, ajudou na fundação de uma associação católica de operários e também de uma escola para filhos dos operários. No início da década de 50, a freira usava o galinheiro do convento para abrigar doentes – foi o começo da Associação Obras Sociais Irmã Dulce, criada oficialmente em 1959. Depois, fundou o Convento Santo Antônio.

Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Com a saúde extremamente debilitada, a religiosa morreu em 1992, com 77 anos de idade. Com o processo de canonização, os restos mortais foram levados para a Capela do Convento Santo Antônio. Depois de receber o título de venerável, foram transferidos para a Capela das Relíquias, ambos em Salvador.
Palavra do Papa

O papa Bento XVI lembrou a beatificação de irmã Dulce, durante a tradicional Oração Regina Coeli. Num discurso em português, o papa chamou a religiosa baiana de “mãe dos desamparados”.

“Desejo também unir-me à alegria dos pastores e dos fieis congregados em Salvador para a beatificação da irmã Dulce Lopes Pontes, que deixou para trás uma prodigiosa pegada de caridade a serviço dos mais pobres, fazendo com que todo o Brasil visse nela a mãe dos desamparados”, disse Bento XVI.

Visitantes

Contador de acesso