sábado, 9 de abril de 2011

Celebrar a Páscoa com o pão da Retidão e da Verdade


O Cristo, nossa Páscoa, foi imolado; celebremos a festa com o pão sem fermento, o pão da retidão e da verdade (1 Cor 5,7).


Neste mês, em comunhão com todas as comunidades cristãs e com todo o universo, vamos celebrar o acontecimento fundamental da nossa fé, que é o mistério pascal de Jesus Cristo, a sua paixão, morte e ressurreição.
A Páscoa, que é a celebração da vitória de Jesus sobre o pecado e a morte, é um tempo propício para reafirmarmos os nossos compromissos batismais. Por isso, a Igreja, na sua longa tradição, costuma realizar o batismo de adultos na celebração da vigília pascal, no sábado santo, e convida os fiéis já batizados a renovar as promessas batismais. Dai é que vem toda a ênfase que é dada a esta preparação durante a Quaresma, de maneira especial à preparação imediata dos catecúmenos, ou seja, daqueles adultos que serão batizados na vigília. E, sobretudo, no ano litúrgico em que os evangelhos deste período quaresmal têm uma forte ligação com o batismo, com destaque especial para o terceiro, o quarto e o quinto domingos. Por exemplo, no terceiro domingo escutamos o relato do encontro de Jesus com a samaritana, que infalivelmente nos remete à água nova do batismo, fonte de vida para a vida eterna; no quarto domingo, lemos, meditamos e contemplamos a cura do cego de nascença, que nos faz entender o batismo como iluminação na vida de uma pessoa e no quinto domingo, a "ressurreição" de Lázaro, que nos recorda o batismo como morte para o pecado e nascimento para uma nova vida.
Recordemos mais uma vez a temática da Campanha da Fraternidade, que tem este período forte de campanha por ocasião da Quaresma, mas cuja reflexão deverá nos acompanhar durante todo o ano, uma vez que precisamos crescer cada vez mais nesta consciência do cuidado e do respeito para com o meio ambiente. Por isso, também é importante ressaltar a coleta da Campanha da Fraternidade, realizada em todas as dioceses do Brasil no Domingo de Ramos, que neste ano será no dia 17 de abril, para ajudar a CNBB, os regionais - no nosso caso o regional NE II - e as dioceses na realização de atividades educativas e preventivas para a conservação do meio ambiente, para que o gemido da criação seja de parto, de vida nova e não de agonia como nos adverte o hino da referida campanha e isto vai depender só de nós. Elevemos também uma prece ao Senhor nosso Deus pelos nossos irmãos japoneses que passaram por aquelas catástrofes naturais mês passado.

A todos uma boa Semana Santa e uma Feliz Páscoa!
Dom Mariano Manzana
Bispo Diocesano
FONTE: blog diocesedemossoro

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Deus não aceita ser o segundo na nossa vida


"Amar a Deus sobre todas as coisas"; isto é, "amarás a Iahweh teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força" (Dt 6,4). Esse amor a Iahweh se manifesta exatamente na obediência aos Mandamentos: "Andareis em todo o caminho que Iahweh vosso Deus vos ordenou, para que vivais, sendo felizes e prolongando os vossos dias na terra que ides conquistar" (Dt 5,33). E Deus Pai manda que os Seus Mandamentos sejam observados pelos filhos e gravados profundamente no coração: "Que essas palavras que hoje te ordeno estejam em teu coração! Tú as inculcurás a teus filhos, e deles falarás sentado em tua casa e andando em teu caminho, deitado e de pé. Tu as atarás à tua mão como um sinal, e serão como um frontal ante os teus olhos; tu as escreverás nos umbrais da tua casa, e nas tuas portas" (Dt 6,6s). São palavras muito fortes que nos mostram, com clareza, que sem a observância dos Mandamentos de Deus ninguém será feliz sobre a terra. Basta olhar toda a miséria do nosso mundo, todas as suas lágrimas e dores, e será fácil constatar por que tudo isso ocorre; simplesmente porque o homem não quer cumprir os Mandamentos de Deus. Aquelas Dez Palavras (cf. Dt 4,13.21), que o Senhor deu a Moisés, escritas com o próprio dedo para significar a Aliança com aquele povo. Que bom se cada um de nós escrevéssemos essas Dez Palavras no íntimo do coração para jamais esquecê-las! Quando Deus acabou de proclamar as Suas Leis ao povo, sinal da Aliança, disse-lhes finalmente: "Vede: hoje estou colocando a bênção e a maldição diante de vós: A bênção, se observardes aos mandamentos de Iahweh vosso Deus que hoje vos ordeno; a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos de Iahweh vosso Deus, desviando-vos do caminho que hoje vos ordeno [...]" (Dt 11,26-28).

Somos convocados para uma 'guerra santa'


O Senhor diz claramente: nós que fomos alcançados pela graça do derramamento do Espírito Santo de Deus, que vem acontecendo na Igreja católica desde 1967, somos também convocados para uma "guerra santa" e já fomos enviados para a frente de batalha: “Aproximem-se, subam, todos os homens de guerra!”

O Senhor nos dá um nome: "Somos homens de guerra". Em hebraico esse termo é "guibor". Somos guerreiros, somos da tropa de elite do Senhor, convocados e adestrados pelo Espírito Santo, que recebemos. Somos impulsionados para a frente de batalha como os “valentes guerreiros” do Senhor dos Exércitos.


B
Deus te abençoe! Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova

Amar até perdoar


Amar se define por um movimento de sair de si para o outro.
Amarrados que somos em nós mesmos, temos dificuldade desse êxodo.

Amar pertence ao vocabulário diá­rio falado. Mas dificilmente praticado. Verbo presente nos lábios, menos no coração. Realidade sentida, menos realizada. Onde encontrar em grau maior a prática do amor? Certamente na pessoa de Jesus Cristo que morreu amando e perdoando. Santo Agostinho com genialidade viu o amor como força construtora da pessoa humana. “Somos o que amamos”. E o teólogo Urs von Balthasar acrescentou “só o amor é digno de fé” e outro ainda ajuntou “o amor faz eternidade, quer eternidade, é eternidade”.
Amar se define por um movimento de sair de si para o outro. Amarrados que somos em nós mesmos, temos dificuldade desse êxodo. Vem-nos em auxílio o próprio Deus que semeia em nós sua graça, qual fonte propulsora de amor. Aí sim, saímos levados pela dinâmica de Deus, e o amor flui com pureza e beleza.
Jesus sabia da facilidade com que nos enganamos no amor. Deu-nos uma pedra de toque para testá-lo. Chama-se perdão. Amar ao extremo implica perdoar. Perdão remete-nos à experiência fundamental do amor que é dom. Perdão vem do latim per+donum, um dom levado à perfeição.
Assim acontece com amar, doar. Se nosso gesto de amor-doação atinge o grau mais sublime, traduzimos tal realidade acrescentando o afixo per. Temos então per+doar, per+dom. Portanto, perdoar é amar-doar-se em plenitude. Mas, como? A plenitude do amor se realiza na vida. Perdoar significa amar a ponto de restituir à vida quem nos ofendeu. Toda ofensa, em grau menor ou maior, atenta contra a vida. O outro está aí vivo, feliz e, pelo ataque ou agressão, alguém lhe fere a vida. Quem o faz está morto por dentro. Desejar o mal a alguém mata primeiro quem o deseja e só depois a quem o atinge.
O amor-perdão restabelece a ordem de vida. Digo a quem me ofendeu, me desejou à morte, ao morrer ele mesmo interiormente: amo-o a ponto de perdoá-lo, de conceder-lhe a vida e recupero-a para mim. Quem ama e perdoa e quem é amado e perdoado saem verdadeiros, inteiros, humanos depois desse gesto.
A ofensa e o perdão acontecem em diversos níveis. Experimentamos o perdão entre nós humanos, como sinal visível de nossa capacidade criativa. O interior da família oferece o espaço primeiro do perdão. E muitas vezes extremamente difícil. Que digam os esposos ou esposas traídos, os filhos ou filhas rejeitados, os irmãos disputando o terreno do afeto ou as heranças dos pais. Aí também se dão perdões generosos e comoventes.
As instituições também ferem as pessoas. E elas encarnam-se em seus representantes principais. Daí a necessidade de que eles manifestem o perdão em nome dos que antes dele ou na sua gestão feriram as pessoas.
João Paulo II não quis entrar no novo milênio sem reconciliar a Igreja católica com a história. Ela, na pessoa de seus mais altos dignitários e na massa de seus fiéis, perpetrou crimes que a mancharam. Inquisição, escravatura, meios coercitivos de evangelização, censura, tortura, cruzadas sangrentas, desrespeito a direitos fundamentais da pessoa humana e especialmente da mulher ecoam em nosso coração de católicos como acusações históricas reais. Diante dessas manchas escuras, o Papa pediu, diante do mundo e de Deus, várias vezes, perdão em nome da Igreja.
No início da Quaresma de 2000, quis marcar tal atitude com gesto simbólico expressivo. Reuniu-se na Basílica de São Pedro com cardeais de peso da Cúria Romana, espécie de seu ministério de governo, diante de enorme crucifixo. Fez desfilar vários cardeais e arcebispos concelebrantes, pronunciando cada um deles um pedido de perdão pelos pecados próprios de seu dicastério. Resumiu o ato na consigna: “Perdoemos e peçamos perdão”. Se uma instituição de tanta credibilidade desceu de seu pedestal para pôr-se no banco do réu à espera do perdão de Deus e da história, a humanidade seria outra, se nações e governos criminosos imitassem tal gesto em vez de desacreditar tribunais internacionais que lhes sancionam os delitos. Circulou na imprensa uma carta do Cardeal Law, de Boston, nos EUA, em que ele confessava os crimes de seu país como a fonte da odiosidade que ele sofre. Para ele só uma atitude de pedido de perdão reconciliaria seu país com a humanidade e não o uso da força bruta.
O perdão reconstrói o amor interior, o amor na família e entre os povos. E essa reconciliação pela mediação da Igreja se torna sacramento da reconciliação com Deus, o último elo e o mais importante do perdão. Perdoados por Deus e transformados interiormente por tal graça, nascemos de novo.
Novo ano se inicia. Que durante todo ele vivamos o pedido insistente de Jesus no Pai Nosso: “perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem ofendemos”. E que esse pedido da Oração do Senhor ressoe no nosso interior como expressão do amor.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Arquidiocese de Natal lança concurso de fotografias com o lema da CF-2011

Com o objetivo de retratar aspectos do meio ambiente, no território arquidiocesano, a partir do “ver, julgar e agir”, detalhados no Texto Base da Campanha da Fraternidade 2011, “Fraternidade e a Vida no Planeta”, a arquidiocese de Natal (RN) lançou um concurso de fotografias, com o lema da Campanha “A criação geme em dores de parto”.

O Concurso é aberto aos agentes de pastorais e movimentos, que atuam nas paróquias. A premiação para os vencedores será a seguinte: 1º lugar: um Netbook; 2º e 3º lugares, uma câmera fotográfica digital, para cada. Os interessados poderão enviar três fotos, no máximo, até 20 de maio, juntamente com os dados exigidos no regulamento, para o e-mail concursocf@arquidiocesedenatal.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

O regulamento, bem como outras informações sobre o Concurso, estão disponíveis no site: www.arquidiocesedenatal.org.br.

Congresso Estadual da RCC em Caicó- RN


Congresso Estadual da RCC RN Período- 15 a 17 de abril Local- Caicó- RN Vagas disponíveis- 50 Ligar para Escritório- 3314.1501- falar com Adna

quarta-feira, 6 de abril de 2011

QUARESMA

O que quer dizer "QUARESMA"?


A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o per[iodo de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa. Esta prática data desde século IV. Na Quaresma, que começa na quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a oração, a penitência (jejum), o exercício da caridade e a conversão espiritual. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, a cor da austeridade e da penitência.


QUAL O SIGNIFICADO DOS 40 DIAS? Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarentas dias do dilúvio, dos quarentas anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarentas dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarentas dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer


O que os cristãos devem fazer no tempo da Quaresma? A Igreja católica propõe, por meio do evangelho proclamado na quarta-feira de Cinzas, três grandes linhas de ação: a ORAÇÃO, a PENITÊNCIA e a CARIDADE. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade.

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