sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mensagem do Pastor CF-2011


"Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente" (Rm 8,22). O contexto dessa afirmação de São Paulo é a descrição da condição humana, marcada pelo pecado e, entretanto, salva pela graça de Cristo que introduz na experiência humana a força restauradora do Espírito Santo. A CF deste ano traz para nossa reflexão a preocupante situação de nosso planeta, nossa casa, que sofre os efeitos de uma exploração predatória de seus recursos naturais. A afirmação de Paulo ganha força nova diante do quadro que vivemos. São Paulo afirma que "a criação foi submetida à vaidade - não por seu querer, mas por vontade daquele que a submeteu - na esperança de ela também ser liberta da escravidão da corrupção para entrar na liberdade da glória dos filhos de Deus" (8,21-21).

O gemido da criação aparece hoje na deterioração do meio ambiente, conseqüência de uma exploração descuidada e, muitas vezes, gananciosa dos recursos do planeta, conforme haveremos de refletir nesta campanha da fraternidade. A quaresma é tempo de enfrentar com Jesus as grandes tentações que estão na raiz de todos os males nascidos das decisões humanas. O evangelho exige conversão da consciência individual e coletiva da humanidade, como nos lembrava Paulo VI na Exortação Apostólica "Evangelii nuntiandi". Sem esta conversão que penetre a cultura e se traduza em medidas globais de organização mais justa da atividade humana, em sua relação com a natureza, não será possível reverter o quadro dramático de destruição das condições de vida saudável em nosso planeta que se desenha no horizonte de nossa história. É tempo de conversão, conversão profunda que mude os costumes e gere políticas globais de defesa da vida em todas suas dimensões. É tempo de oração e de tomada de posição diante de uma cultura em que o consumismo desenfreado sustenta a ganância de um lucro que, em longo prazo, se transformará em irreparável prejuízo para toda humanidade. Dessa forma, convido a todos, cristãos e pessoas de boa vontade, a se empenharem na oração e na reflexão para que esta CF produza os efeitos de conversão que dela esperamos.

Oração da Campanha da Fraternidade 2011 CNBB


Senhor Deus, nosso Pai e Criador.
A beleza do universo revela a vossa grandeza,
A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
E o eterno amor que tendes por todos nós.

Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
A beleza está sendo mudada em devastação,
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.

Que nesta quaresma nos convertamos
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.

E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida,
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.

Amém.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

CRIADO O "PÁTIO DOS GENTIOS"


Pouco mais de um ano atrás, no dia 21 de dezembro de 2009, o Papa Bento XVI expressara o desejo de que a Igreja abrisse uma espécie de “Pátio dos Gentios”, um lugar – disse então o Santo Padre – “no qual os homens possam, de alguma forma, entrar em contato com Deus, sem conhecê-lo e antes de terem encontrado o acesso ao seu mistério”. Estas palavras inspiraram a criação, no âmbito do Pontifício Conselho para a Cultura de uma nova estrutura permanente destinada a incentivar o intercâmbio e o encontro entre crentes e não-crentes.

O “Pátio dos Gentios”, nome que evoca o espaço do Templo de Jerusalém aberto também aos não-crentes, será oficialmente lançado em Paris nos dias 24 e 25 de março, mas a apresentação terá um preâmbulo italiano em Bolonha, no próximo dia 12 de fevereiro.

O Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi, comunicou os detalhes do projeto em uma nota de 25 de janeiro na qual explica que o "Pátio dos Gentios" é "uma nova estrutura permanente do Vaticano para promover o diálogo e o encontro entre crentes e não-crentes".

Para a inauguração foi programada uma série de eventos para os dois dias entre os quais se encontram algumas exposições sobre o tema “religião, iluminação e razão comum” que serão apresentadas na sede da UNESCO, na Universidade de Sorbone e no Institut de France.

Para o dia 25 de março está prevista uma mesa redonda no Colégio dos Bernardinos, o lugar onde o Papa Bento XVI se dirigiu aos representantes do mundo da cultura em sua viagem a França em 2008. No mesmo dia haverá uma “festa aberta a todos, particularmente aos jovens, com o tema 'o Átrio do desconhecido' que se realizará nas proximidades da Catedral de Notre Dame” com espetáculos artísticos e música, entre outros. Após os espetáculos a Catedral estará aberta para quem quiser participar de uma vigília de oração e de meditação.

COMPREENDENDO O ANO LITÚRGICO


Muitos católicos ficam confusos, quando no último domingo do mês de novembro, na Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, a Igreja anuncia que este será o último domingo daquele ano e que no domingo seguinte começaremos um novo ano litúrgico.

Isto acontece porque o ano litúrgico tem uma contagem diferente do ano civil. Iniciamos o ano litúrgico, dentro da Igreja, com o primeiro domingo do advento. A partir de então, as leituras são lidas durante as Santas Missas de acordo com o ano que está em curso. Este ano poderá ser A, B ou C. Neste ano, agora, iniciamos o ano B, com as leituras do Evangelho de São Marcos, aos domingos. No próximo ano, após a solenidade de Cristo Rei em novembro, iniciaremos o ano C e assim por diante.

As cores das vestes litúrgicas (vestes que os padres usam durante as Missas) também variarão de acordo com o tempo que estivermos celebrando. Assim, se estivermos no advento, elas serão roxas.

Vale lembrar que dentro de cada tempo também existem celebrações especiais, como a comemoração de algum santo mártir (as vestes serão vermelhas) ou alguma Solenidade de Nossa Senhora (as vestes serão brancas ou douradas ou prateadas) etc. São detalhes um pouquinho mais confusos, mas servem para que você, ao ver o sacerdote-celebrante, saiba em que tempo litúrgico estamos ou qual festa estamos celebrando.

Veja acima como o ciclo litúrgico funciona. A partir do advento, você deve fazer a leitura em sentido horário. Desta forma, após o advento virá o Natal e, assim por diante.

No desenho do ciclo, o Tríduo Pascal (Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Sábado Santo) foi colocado como sendo vermelho, mas na verdade, na Quinta-Feira Santa e no Sábado Santo ou Vigília Pascal, o sacerdote veste o branco.

Este ciclo litúrgico serve para todos os anos litúrgicos, quer estejamos no ano A, B ou C. A única coisa que vai variar serão as leituras feitas, as quais serão de acordo com o ano em curso.

Diferença entre o ano civil e o ano litúrgico



Durante o ano inteiro celebramos a vida de Cristo, desde a sua em Encarnação no seio da Virgem Maria, passando pelo seu Nascimento, Paixão, Morte, Ressurreição, até a sua Ascensão e a vinda do Espírito Santo.

Mas enquanto civilmente se comemoram fatos passados que aconteceram uma vez e não acontecerão mais, (muito embora esses fatos influenciem a nossa vida até os dias de hoje), no Ano Litúrgico, além da comemoração, vivemos na atualidade, no dia-a-dia de nossas vidas, todos os aspectos da salvação operada por Cristo. A celebração dos acontecimentos da Salvação é actualizada, tornada presente na vida actual dos crentes.

Por exemplo: no dia 7 de Setembro comemora-se o Dia da Independência do Brasil. Pois bem, esse fato aconteceu uma única vez na História do mundo. Já do ponto de vista religioso, no Ano Litúrgico, a cada Natal é Cristo que nasce no meio das famílias humanas, é Cristo que sofre e morre na cruz na Semana Santa, é Cristo que ressuscita na Páscoa, é Cristo que derrama o Espírito Santo sobre a Igreja no dia de Pentecostes. De forma que, ao fazermos memória das atitudes e dos fatos ocorridos com Jesus no passado, essas mesmas atitudes e fatos tornam-se presentes e actuantes, acontecem hoje, no aqui e agora da vida dos cristãos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CARTA DA SEGUNDA AMPLIADA DAS CEBs (COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE) RUMO AO 13º INTERECLESIAL


Irmãs e irmãos das CEBs do Brasil, Paz e Bem!


Nas terras do sertão do Cariri na cidade do Crato, os 17 regionais da CNBB, assessores, representante do CIMI, equipes de serviço, D. Adriano Ciocca - bispo referencial nacional das CEBs, Dom Fernando Panico, bispo do Crato, fomos acolhidos/as pela Diocese do Crato, anfitriã do 13º Intereclesial para a segunda ampliada das CEBs.
Iniciamos nossa reunião com a celebração do Ofício Divino das Comunidades e apresentação dos regionais, onde constatamos uma imensa alegria pela presença nesta ampliada. Em seguida tivemos uma análise de conjuntura sócio-politico-econômica animada pelo Pe. Manfredo Oliveira. Ele nos propôs 4 pontos: 1) situar o Brasil no mundo hoje; 2) quais os desafios; 3) como saímos das eleições; 4) o nascimento da nova classe média como preocupação para as CEBs. Pe. Manfredo nos alertou que há uma nova configuração do capitalismo rumo ao uma civilização técnico-científica, um novo modo de interpretar a vida e o próprio ser. E ainda que há um agente político novo, o conservadorismo religioso na política. Dessa conversa fica o desafio para nossas comunidades de como, diante dessa nova classe média, surgida dos projetos sociais do governo Lula, pensar um projeto de sociedade que não passe pelo neodesenvolvimentismo e pelo consumismo.

Na segunda parte do primeiro dia ouvimos Ir. Anette que nos falou sobre o tema “Religiosidade Popular e Romarias em Juazeiro do Norte”. Destacou que a romaria é sempre um ato de penitencia que dá sentido ao sofrimento do romeiro. Salientou ainda que a romaria é sempre animada por leigos/as e que os romeiros/as criam sua própria liturgia nos caminhos de Juazeiro. Lembrou que somos a religião do Caminho. Jesus disse: “Eu sou o Caminho”. Neste sentido os romeiros dão continuidade a esta tradição cristã.

Fizemos um trabalho por grande região onde retomamos a análise de conjuntura, estudando também um texto orientador sobre cristianismo de libertação. A plenária mostrou grandes preocupações das CEBs rumo ao 13º: ecumenismo nos intereclesiais, a discussão sobre o mundo urbano, a nova fala profética das CEBs na pós-modernidade, a ausência das bandeiras de luta, a militância político-partidária, a questão de gênero, a pouca presença da juventude nas CEBs, etc.

O segundo dia teve seu início com uma bonita celebração eucarística, onde colocamos no altar do Senhor nossos anseios por um mundo novo e a comunhão entre os diversos regionais na partilha da amizade e do pão eucarístico. Discutimos o texto-base, recolocando-o como um importante instrumento para estudo nas comunidades e campo de pesquisa para estudiosos que se interessam pela nossa caminhada. Vimos o Plano Pastoral da Diocese do Crato, rumo ao Intereclesial e ao centenário da diocese em 2014.

Zé Vicente, poeta popular cujas canções têm embalado nossa caminhada, nos propôs uma reflexão sobre a arte na vida das CEBs. Deixou-nos o desafio de pensar melhor nossas expressões artísticas sejam na culinária, nas canções, nas vestimentas, cartazes, poesias, etc. Ficamos com a questão: porque não criar um centro de acolhida e irradiação dessas diversas expressões artísticas que esteja sob a coordenação da própria organização das CEBs? Escolhemos o cartaz que divulgará o intereclesial em todo o Brasil e América Latina.

Tivemos uma bonita confraternização que expressou a cultura local e muito nos animou. No último dia de nosso encontro, foi alertado sobre a necessidade de continuarmos a discussão sobre a nossa relação com o Conselho Nacional de Leigos. A Ampliada decidiu realizar uma discussão mais aprofundada sobre a sua identidade e papel. Foi proposta a data de 23 a 29/01/12 para a realização do seminário e da 3ª Ampliada, partindo das reflexões feitas nos regionais. Tendo em vista os 100 anos da Diocese de Crato em 20 de outubro de 2014, decidimos mudar a data do 13º Intereclesial para os dias 07 a 11 de janeiro dando início ao ano de celebração do centenário. Solidários/as às vítimas das chuvas em todo o Brasil e em especial com as pessoas da cidade do Crato, que também sofreram com as fortes chuvas caídas durante nosso encontro, nos despedimos na certeza de que o Senhor que é nosso Caminho, continua conosco na caminhada de “Romeiros/as do Reino no campo e na cidade”.


FONTE: blog da diocese de Mossoró

ÁGAPE DO PADRE MARCELO ROSSI


Ágape, nome dado ao livro de Pe Marcelo Rossi que começa a ser vendido dia 16 de agosto pela editora Globo.

A palavra Ágape vem de origem grega e significa o amor divino, ou seja, o amor de Deus por seus filhos. E ainda o amor que as pessoas sentem umas pelas outras inspiradas nesse amor divino.

Nas páginas do livro, o autor apresenta trechos selecionados do Evangelho de são João e os reinterpreta à luz do significado do amor divino no mundo contemporâneo.

Mais do que se apresentar como estudo teológico sobre os escritos narrados pelo apóstolo, o livro tem explícita intenção oracional. Nesse sentido, trata-se de um diálogo entre o autor, na condição de padre, e seus filhos em busca da boa palavra. Cada capítulo do volume se encerra com uma oração envolvendo os temas ali examinados pelo autor, como a convidar os leitores para um momento de introspecção e de acolhimento das mensagens de Jesus segundo são João.

A escolha do Evangelho de são João entre tantas outras possibilidades dentro da Bíblia é justificada por Padre Marcelo pela beleza da estrutura literária e pela impressionante delicadeza com que são descritos os momentos da vida de Jesus – como se o apóstolo não se contentasse em apenas narrar os fatos, mas quisesse nos trazer para dentro da situação descrita. Compartilhar a beleza das narrações do evangelista com os leitores é outro dos objetivos declarados do autor, que busca, com Ágape, incentivar cada vez mais a leitura da Palavra de Deus.

E EU RECOMENDO O LIVRO

Visitantes

Contador de acesso