sábado, 22 de janeiro de 2011

O Termo Liturgia


O termo «liturgia», hoje utilizado quase que exclusivamente para descrever o ato de culto, não nasceu em ambiente religioso e nem mesmo é oriundo do mundo do Antigo Testamento, mas vai aparecer por primeiro na Grécia antiga, pertencendo pois à língua grega clássica, como palavra composta por duas raízes: leit (de laós = povo) e érgon (= ação, empresa, obra). A palavra assim composta significava naquele ambiente em que nasceu: “ação, obra, empresa para o povo ou pública”. Por «Liturgia» se entendia um serviço público feito para o povo por alguém de posses. Este realizava tal serviço ou de forma livre ou porque se sentia como que obrigado a fazê-lo, por ocupar elevada posição social e econômica. Neste sentido eram «Liturgias» a promoção de festas populares, dos jogos olímpicos ou o custeio de um destacamento militar ou de uma nave de guerra em momentos de conflitos.

Na época helênica a palavra conhece uma evolução no seu sentido e começa a designar seja um trabalho obrigatório realizado por um determinado grupo, como castigo por alguma desobediência ou como reconhecimento por honras recebidas, seja o serviço do servo para com seu senhor ou o favorzinho de um amigo para com o outro. E aqui vemos o termo perder aquele caráter de serviço público, para a coletividade, que é, como vimos, um seu componente essencial.

Todavia, nesta mesma época helênica, começamos a ver o termo «Liturgia» sendo usado ao mesmo tempo e cada vez mais em sentido religioso-cultual, para indicar o serviço que algumas pessoas previamente escolhidas prestavam aos deuses. E é precisamente neste sentido que ele vai entrar no Antigo Testamento e, tempos mais tarde, será acolhido no mundo cristão.

De fato, no texto da Bíblia traduzida para o grego e chamada tradução dos LXX, «Liturgia» aparece cerca de 170 vezes, designando sempre o culto prestado a Javé, não por qualquer pessoa, mas apenas pelos Sacerdotes e pelos Levitas no Templo. Já quando os textos se referem ao culto prestado a Javé pelo povo, a palavra utilizada pelos LXX não
é jamais «Liturgia», mas latría ou doulía. Isso por si só já nos indica que os tradutores dos LXX fizeram uma escolha consciente deste termo «Liturgia», dando-lhe um sentido técnico preciso para indicar de forma absoluta o culto oficial hebraico devido a Javé e realizado por uma categoria toda particular de pessoas especialmente destinadas a isso.

No Novo Testamento o termo vai aparecer apenas 15 vezes, mas uma só vez em sentido de culto ritual cristão (cf. At 13,2). E a razão de um tal desprezo dele pelo NT parece dever-se exatamente ao fato de «Liturgia» recordar de maneira muito clara e direta os sacrifícios realizados no Templo e que foram tantas vezes e de tantos modos duramente criticados pelos profetas de Israel, por não serem verdadeira expressão de amor e agradecimento a Deus pelos benefícios recebidos ou sinal de conversão dos pecados. Nestes sacrifícios, em geral, não aparecia o coração do homem; e este tipo de culto Deus não pode aceitar (cf. Sl 39,7-9; 49,14.23; 50,18-19; 68,31-32; 140,2; Is 1,10-20; Jr 7,3-11; Os 6,6; 8,11-13; Am 5,21-25).

No cristianismo primitivo o termo também resiste a aparecer. Os cristãos da origem adotando o «espiritualismo cultual», isto é, aquele tipo de culto realizado em “espírito e verdade”, não mais ligado às instituições do sacerdócio ou do templo, seja o de Jerusalém ou de Garizim (Jo 4,19-26), não sentem a necessidade de utilizar uma palavra que havia servido para identificar explicitamente um culto oficial, feito segundo regras precisas, tal qual era o sacrifício hebraico, vazio de espírito e rico de exterioridade. Mas já na Igreja pós-apostólica, «Liturgia» vai perdendo parte de seu aspecto negativo e começa a distinguir os ritos do culto cristão, como se vê em documentos como a Didaché (+- 80-90) e na I Carta de Clemente Romano aos Coríntios (+- 96).

No Oriente grego, o termo esteve sempre em uso para designar a ação ritual, muito embora hoje em dia indique sobretudo a celebração da Eucaristia segundo um determinado rito, como por exemplo, a “Liturgia de São João Crisóstomo”, a “Liturgia de São Tiago” etc. No Ocidente latino, porém, o termo «Liturgia» será completamente ignorado e só vai aparecer no séc. XVI, por causa dos contatos criados entre o Renascimento e as antigas fontes gregas. Mas devemos aguardar a primeira metade do séc. XIX para vê-lo utilizado no linguajar eclesiástico oficial latino com Gregório XVI, o que continua com Pio IX e sobretudo com Pio X. Por ocasião do Movimento Litúrgico do início deste século este termo será usado com grande força, sendo que o Concílio Vaticano II o consagrará nos seus diversos documentos, em especial na Constituição sobre a Liturgia Sacrosanctum Concilium, entendendo sempre por «Liturgia» “o exercício do sacerdócio de Jesus Cristo” (SC 7), ou o “cume em direção ao qual se dirige toda a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte da qual sai toda a sua força” (SC 10).


FONTE: http://www.jesuitas.org.br/liturgia/termo.htm

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

UM ANO DE BLOG


UM ANO DE MUITA EVANGELIZAÇÃO PRA VOCÊ, QUE BUSCA A PALAVRA DE DEUS. MUITO OBRIGADO PRIMEIRAMENTE A DEUS POR TODOS OS ACESSOS, QUE DEUS ABENÇOE RICAMENTE CADA UM DE VOCÊS QUE JÁ NAVEGARAM NO BLOG. E TAMBÉM AOS SEGUIDORES O MEU AGRADECIMENTO. AGRADEÇO TAMBÉM AOS PARCEIROS, E AOS VISITANTES. CONTINUEM VISITANDO.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Palavra é a Verdade


A Palavra de Deus é eterna e nunca falha

A Palavra de Deus é viva

A Palavra de Deus é a verdade

Deus não mente

O Senhor não muda

Deus faz o que Lhe apraz e cumpre a Sua Palavra

... no Seu tempo

Jesus citou as escrituras

Os apóstolos citaram as escrituras

A Bíblia foi escrita para nós

Quem escreveu a Bíblia?

Simplicidade

Palavra de Deus em nós


Homem, criatura de Deus, composto por este criador, com partes distintas, que se completam e interagem em si para que o conjunto funcione na perfeição própria de Deus. Estas partes são: Corpo e Mente.

Como o corpo, cheio de detalhes funcionais vitais, é composto de muitos sistemas, também a mente vem provida de sistemas funcionais relevantes, que são as pulsões ou impulsos e os condicionamentos, estes dominado em especial pela cultura humana.

As pulsões, que são os impulsos que independem da vontade, e que surgem na mente humana apenas em função da própria seqüência da vida. São elas as principais: poder, sexo, busca do belo, do novo, de mudanças, etc.

As pulsões, assim surgidas precisam ser controladas, para que não dominem o homem. Posto está que, algo deve controlar as pulsões.
O que então Deus, em seu projeto perfeito, colocou no homem para o controle destas pulsões? Os condicionamentos e em especial a cultura humana, que vão sendo formados e remodelados ao longo de toda a vida.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

DESAFIOS DE SER IGREJA




Depois da morte de Jesus, o grupo que ele havia chamado e formado ficou sem rumos.
A partir da ressurreição, os acontecimentos mudam. O chamado divino para o seguimento formará discípulos, mas não fundará comunidades. Só depois da vinda do Espírito Santo que a assembléia - ekklesia - reunida toma consciência e recebe a missão de anunciar a boa notícia do Reino de Deus (Mc 1,15 e Lc 4,18-19).

Para João, a vinda do Espírito acontece na tarde do mesmo dia da ressurreição (Jô 20,22).

Lucas, escrevendo mais de 40 anos depois, descreve o fato como tendo acontecido durante a festa judaica das Semanas, 50 dias após a Páscoa (At 2,1-11). Páscoa e Pentecostes eram festas agrícolas e recordavam, uma, a libertação do Egito, e a outra, a Lei dada a Moisés no Sinai. Tornaram-se festas religiosas.

Com Pentecostes podemos afirmar que nasce a comunidade cristã. Alguns anos mais tarde, os seguidores de Jesus, o Cristo, foram chamados de cristãos. Eles continuaram a evangelização através do testemunho e do anúncio querigmático da vida, morte e ressurreição de Jesus. Nascia a Igreja, fundada na prédica e na prática de Jesus.

Os anos se passaram. Passaram-se séculos e milênios. A Igreja se firmou, se estruturou e hierarquizou-se. Viveu momentos de profetismo ao lado de momentos de estagnação. Viveu situações de testemunho e de martírio, alternando-as com legitimações e conivências com estruturas pecaminosas de poder e de sistemas injustos. Soube se expandir e o Ocidente tornou-se cristão, pelo menos, como adjetivo.

Somente no final do século XX, durante a realização do Concilio Vaticano II, é que a Igreja se declara toda ela missionária e toda ela povo de Deus. A imagem piramidal devia ceder lugar à realidade de comunhão e participação.

Esta mesma Igreja, que no Símbolo professamos "una, san-ta, católica e apostólica", está inserida no mundo em suas duas dimensões: divina e humana. O Concílio passou e muitos sonhos não foram realizados. Aguarda-mos um novo alvorecer....

Estamos iniciando um novo tempo cronológico e, com isso, as esperanças renascem. A Igreja precisa, a cada dia, retomar sua missão de anunciar a ressurreição diante da morte, de testemunhar o amor solidário aos pobres, de converter-se, sempre mais, à "escola de vida" apresentada pelo Divino Mestre: "o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse" (Jo 14,26).

Internamente, a Igreja precisa de ventos impetuosos trazendo ares novos das comunidades, sobretudo daquelas à margem da globalização. É preciso alegria, esperança e coragem, mesmo quando a noite é fria e faz escuro. É preciso força e testemunho, mesmo quando a mídia, em atitude de revanchismo, alardeia com insistência que o rebanho está diminuindo e expõe as feridas de alguns pastores. Não se pode ficar surdo diante do clamor dos pequenos e indefesos. A promessa de Jesus não deve ser esquecida. É preciso caminhar, e de olhos abertos.... E, quem sabe, a exemplo dos discípulos de Emaús que reconhecem Jesus ao partir o pão, voltar correndo para encontrar a co-munidade...

"não é que o nosso coração ardia.." (Lc 24,32).

Missão da Igreja. Voltar às fontes, ao primeiro ardor... nascer de novo - eclesiogênese - ou, no mínimo, ficar com o velho adágio latino: ecclesia semper reformanda. Eis o desafio!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Senhor quer salvar toda a Igreja


Olhando para a noiva – a Igreja, o povo de Deus – infelizmente não podemos dizer que ela está preparada; nem nossa casa está preparada, como noiva, para o esposo que está chegando. Deus não quer salvar só as pessoas da Igreja, mas todo o Seu povo, todos os Seus filhos. Todos são a “Sua noiva”. Os jovens da sua cidade, as famílias do seu bairro, as pessoas que trabalham na sua paróquia, infelizmente, não estão preparados para a vinda do Senhor. “A noiva” não está preparada.

O Senhor nos chamou na frente, por causa deles; derramou sobre nós o Seu Espírito e temos sido usados pelo Senhor nos dons do Seu Espírito Santo, por causa deles; mas não somos melhores que os outros, não somos uma “raça privilegiada” de pessoas que serão salvas, e o restante não. Pelo contrário, somos chamados porque, pela graça de Deus, pela confiança que Ele depositou em nós, fomos escolhidos para ser “o Amigo do Esposo”. Por isso Ele nos chamou: para irmos à frente, para preparar o Seu povo, para sermos sal e luz, para aplainar o caminho para os nossos irmãos.

O Senhor está às portas. Se a noiva está despreparada, descuidada com o enxoval, o “amigo do esposo” precisa despertá-la: “O esposo já está chegando... prepare-se. Você será pega de improviso... despreparada!” Dizendo isto, ele não a está ofendendo e sim afirmando: “Você é a escolhida, a amada”.

A amada é a Esposa. Somos apenas o amigo que tem a obrigação de despertá-la. Fomos à frente para acordar a Esposa. O Senhor quer salvar toda a Igreja. É por isso que nosso trabalho é muito urgente!

Deus abençoe você!
FONTE: blog da canção nova

O que é Liturgia ?


Certamente, você já ouviu, já falou, já leu e até, já teve ocasião de aprofundar sobre Liturgia.

A palavra Lit+Urgia vem da língua grega: laos = povo e ergon = ação, trabalho serviço... Unindo os dois termos que formam a palavra, encontramos a raiz mais profunda do significado da Liturgia, ou seja: ação, trabalho, serviço do povo e realizado em benefício do povo, isto é: um serviço público, como dizemos hoje.

Antes mesmo desta palavra ser usada pela Igreja, os gregos a usavam para indicar qualquer trabalho realizado a favor do povo e sempre realizado pelo povo, em forma de mutirão, como temos hoje. Então, quando abriam uma estrada, ou construíam uma ponte ou realizavam qualquer trabalho que trouxesse um benefício à população, entre os gregos se dizia: realizamos uma Liturgia.

Este sentido primeiro da palavra nos ajuda buscar o que deve ser hoje a Liturgia Cristã em nossas comunidades, sobretudo depois de tantos séculos de história em que a Liturgia ficou reduzida a uma ação realizada por ministros ordenados (bispo, padre...) para o povo. Era uma AÇÃO em que o povo não tomava parte, apenas "assistia" como expectador e, muitas vezes, sem compreender o que estava sendo feito.

Graças ao Concílio Vaticano II, voltamos ao sentido primeiro da Liturgia, como ação comunitária do povo batizado e, por isso todo ele sacerdotal, chamado ao louvor de Deus e à santificação da Vida. E esta participação precisa ser cada vez mais "ativa, consciente, plena e frutuosa".

Mas, de que Ação se trata? Que trabalho é este que podemos considerá-lo "fonte e cume" de nosso ser e de nosso agir cristão?.

Olhando com fé nossa história como povo de Deus, constatamos que Deus se manifesta sempre agindo amorosamente e, sua ação é permanente serviço à vida, um bem que atinge toda a humanidade, É uma ação criadora, libertadora e transformadora que, não só nos atinge, mas nos envolve e nos torna agentes, participantes desta sua ação, numa aliança de amor e compromisso.

E a maneira mais concreta, perfeita e plena de Deus agir a nosso favor foi através de Jesus Cristo, o Filho que se fez irmão e servidor (Liturgo) com sua vida, paixão, morte e ressurreição. Entregou-nos seu Espírito pelo qual nos faz capazes de agir também como filhos e filhas de Deus, realizando e continuando com Ele esta ação libertadora a serviço da vida dos irmãos.

Então, o sentido mais amplo da Liturgia é toda esta ação realizada por Deus, em Jesus Cristo e, através do seu Espírito em nós e através de nós a toda a humanidade.

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